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O grupo de teatro do Câmpus Palhoça Bilíngue, formado por estudantes do curso de Teatro Bilíngue Libras/Português, está usando neste semestre o método do teatro-fórum, no qual a plateia participa da narrativa, para tratar de temas ligados à cultura surda. A iniciativa faz parte de um projeto de extensão apoiado pelo edital de Protagonismo Discente do IFSC.

O teatro-fórum foi desenvolvido pelo dramaturgo e diretor de teatro carioca Augusto Boal (1931-2009) para debater temas geralmente conflituosos com a plateia. Os atores iniciam a história, mas, no decorrer dela, o público pode interferir, sugerindo caminhos para resolução do roteiro e até atuando como um novo personagem da história. “A cena vira interativa. As pessoas podem interromper e até mudar de lugar com o ator”, explica a professora Adriana Somacal, que ministra o curso de Teatro Bilíngue e orienta o grupo.

A proposta central do projeto, chamado “Teatro-fórum: técnicas para emancipar a comunidade através da arte”, é, com o uso do método, pensar em possibilidades frente a uma situação de opressão. Também são objetivos promover autonomia e emancipação das comunidades e estimular a busca em grupo por alternativas à solução de conflitos. “É uma técnica que serve tanto para lidar com alternativas como para conhecer mais as pessoas com que a gente trabalha”, avalia Mateus Pereira de Sousa, 15 anos, estudante mentor do projeto.

O método já foi aplicado pelo grupo de teatro em oficinas realizadas com a comunidade interna do Câmpus Palhoça Bilíngue e também em eventos externos. A apresentação mais recente foi na Semana Acadêmica do Curso Superior de Pedagogia Bilíngue, em 28 de novembro. Quatro dias antes, eles participaram de um festival na sede palhocense do Serviço Social do Comércio (Sesc).

O vídeo abaixo mostra um trecho de interação dos atores com o público durante a apresentação na Semana Acadêmica.

Para elaborar o roteiro das apresentações, cujo tema central é “preconceito contra o surdo”, o grupo conversou com surdos, professores e intérpretes. “A gente transformou os relatos deles em cenas”, comenta a professora Adriana. Esses relatos trouxeram situações que os surdos enfrentam no cotidiano ao lidar com pessoas ouvintes que não entendem sobre a cultura surda e os principais preconceitos que eles sofrem. Toda a história é contada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e alguns personagens são bilíngues, usando também o português.

Primeira experiência

Essa é a primeira experiência com teatro-fórum no Câmpus Palhoça Bilíngue. Nas pesquisas que o grupo de teatro fez, não encontraram relatos de uso do método com surdos. “Estamos aprendendo bastante por ser a primeira vez, e o grupo está experimentando vários estilos”, diz a professora Adriana.

Criado há um ano e meio, com o início do curso de Teatro Bilíngue, o grupo já se apresentou, com diferentes esquetes, em outras cidades (Gaspar, Itajaí, São José) e em eventos institucionais como o Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC (Sepei). “Tem isso uma experiência muito boa e quero seguir nessa área”, afirma Mateus, que estuda também no curso técnico em Tradução e Interpretação Libras/Português do Câmpus Palhoça Bilíngue. Os ensaios são feitos semanalmente, na Sala de Artes do câmpus.

 
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